quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Alma gémea ou cara metade?


Nunca percebi bem as pessoas que dizem que andam à procura da sua alma gémea. Nem compreendi. Pressupõe-se que a nossa alma gémea seja alguém que em tudo se pareça connosco, alguém que complete o nosso pensamento, que termine as nossas frases. É alguém que sabe nesse instante o que estamos a desejar, a sentir, a querer. Alguém que pressente, que chora quando choramos mesmo quando estamos longe. Para muitos isto faz sentido e só assim conseguem entender uma relação. Como se o outro que buscamos para uma relação fosse uma extensão de nós próprios.
Eu julgo que o que a maioria anda mesmo à procura será da cara metade ou da outra metade. Porque como não existem 2 partes iguais, estas se completam. Só com esta diferença se completam. A nossa cara metade tenta compreender-nos, tenta seduzir-nos, há uma preocupação em sermos aceites, com o bem estar do outro e no fundo, há um empenho. Tenta superar as possíveis diferenças, tenta conquistar e no fundo, há toda uma preocupação acrescida...ou pelo menos assim deveria de ser.
E, claro, há sempre a possibilidade de risco, de não acertar. Mas isto faz uma relação.
E isto para mim faz sentido.

12 comentários:

vício disse...

já reparaste que, quando se é fisicamente atraente, se consegue encontrar varias caras metades e algumas com uma conta bancaria das boas...
e por vezes, essas pessoas, até conseguem um amor à primeira vista...

Pi disse...

e será que existe essa cara metade??? exactamente a nossa cara metade???

beijo,

najla disse...

Vício,
isso são casos de análise clinica e de estudo...eheheheh


Pi,
Existir, existe! Podemos é não encontrar.... ;)

Lize disse...

Eu acho que podem existir almas gémeas. Mas não num relacionamento de namorado/namorada, marido/mulher. Um irmão ou irmã pode ser uma alma gémea!
Já um casal pode completar-se e sim, serem a cara metade um do outro :)

spritof disse...

Agora fizeste-me lembrar Platão...

entremares disse...

Olha... e eu até creio que são a mesma coisa, as almas gémeas e as caras-metade, a outra metade, ou como lhe queiramos chamar... e acredito que existem, ou melhor, já tenho a certeza que existem...

E tu, não acreditas na alma gémea, é isso?

Beijos
Rolando

sessaoexperimental disse...

e para que é que queremos alguém que saiba o que estamos sempre a pensar?...pode ser perigoso...ahahah

najla disse...

Lize, concordo contigo!

Spritof, fiz? Isso é bom ou mau????

Entremares, eu acredito nas duas coisas, nas caras metades e nas almas gémeas. Mas não me vejo ter um relacionamento amoroso com uma alma gémea....acho que seria insuportável ter de aturar alguém parecido comigo ou simplesmente alguém saber o que eu estou a pensar....perigoso...eheheheh


Sessão, às vezes dá jeito...mas neste caso, concordo contigo!

Anónimo disse...

Eu chamo-lhe alma complementar.Trata-se, na minha opinião, de complementar e,não,de ser um clone.Os clones disputam o mesmo.As almas complementares preenchem-se mutuamente.Assim, a semente e o solo fértil complementam-se.Um tem o potencial de manifestar algo e o outro dá as condições para que isso se manifeste na sua plenitude.E vice-versa,claro.Sem cedências, como ouço dizer a muita gente.Para mim,cedência,implica esforço,sacrifício.Numa boa relação,para mim,não existe cedência,porque ela não é necessária.Funciona naturalmente.Não é preciso dizer à semente para germinar,nem é preciso dizer ao solo para fornecer os nutrientes necessários.Isso acontece naturalmente.E os frutos serão tanto mais saborosos,quanto melhor é a semente e o solo onde vai germinar.E isto eu sei que existe,porque até acontece,no meu caso.

najla disse...

Caro/a Anónimo/a, gostei do que escreveu. E gostei da sua definição "alma complementar". Talvez assim consiga entender melhor...mas continuo a não achar sentido às almas gémeas. E claro, deixe-me dar-lhe os parabéns se esse é o seu caso. Quantos não levam uma vida inteira à procura e nunca encontram...

Anónimo disse...

Uma regra curiosa para poder encontrar a tal "alma complementar" é... não a procurar. Saber reconhecê-la quando se encontra. É isso, só, que é necessário. Quem procura, normalmente, não encontra...porque é praticamente impossível que isso ocorra.Os pressupostos ficam, à partida, viciados. Para que encontremos, é fundamental que tenhamos a capacidade de saber intrepretar correctamente os "sinais" que recebemos e de poder emitir naturalmente os nossos próprios sinais, para também sermos reconhecidos. Quando se tem necessidade de encontrar, geralmente, tentamos moldar o nosso próprio comportamento, para poder agradar mais facilmente, e não nos comportamos segundo a nossa natureza. Da mesma forma, se temos necessidade de encontrar, temos tendência a distorcer qualquer sinal, na tentativa (inconsciente) de encaixar no modelo ideal. (costumo comparar isso a observar pirilampos.Quanto maior é a escuridão, melhor se observam. Qualquer luz ofusca e impede a observação) Para se poder ter a possibilidade de encontrar, portanto, tem-se, à partida, de estar bem e de não ter necessidade que isso aconteça. Só assim teremos a "escuridão" necessária para podermos ver o "pirilampo". Nos casais assim, existem alguns sinais comuns: não existem discussões (pode haver conversa, troca de pontos de vista, mas não discussões); não existe de nenhuma das partes "asfixia" sobre o outro. Cada um tem os seus afazeres e, naturalmente, os tempos que sobram bastam para que se preencham mutuamente; naturalmente, o tempo disponível que cada um tem, para gastar no que mais lhes agrade, gastam-no, naturalmente, um com o outro. Continuam a namorar, por exemplo, 15 ou 20 anos depois de estarem casados. Normalmente, também, como se preenchem mutuamente, têm muita energia e conseguem fazer muitas coisas, não para seu próprio benefício, mas para ajudar outras pessoas. Sobra-lhes energia que é benéfica para outras pessoas. Se se começar a olhar com alguma atenção a quem nos rodeia, vamos, talvez, começar a perceber que existem alguns casais assim...

najla disse...

Anónimo/a, já anteriormente lhe tinha dito que adorei a sua descrição....e esta mais ainda! E quanto à sua última frase,talvez devido ao meu olhar curioso já consegui identificar muitas pessoas assim...e muitas nem eram casais.
Obrigada por partilhar.
Bj