sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dúvidas da minha vida

Qual é o tempo necessário que precisamos para conseguirmos admitir que alguém se foi embora de vez e que nunca, mas mesmo nunca mais voltará?
Quando é que conseguimos conjugar o verbo "morrer" no passado e aplicá-lo como uma acção do presente?
Porque é que o sentimento de vazio cria um aperto no peito e quanto mais chorarmos, mais vazios e mais apertados nos sentimos?
Como é que conseguimos sentir a presença de alguém que desapareceu, mas que amamos tanto, e nos é proibido tocar e ver?

7 comentários:

Vício disse...

depende do tempo que tu decidires ficar parada a olhar apenas para o hoje, ou o ontem, sem avançar na tua vida... o caminho aguarda e é em frente!

Freyja disse...

Caríssima,

Os Orientais acreditam que fazemos 2 anos de período de luto, sensivelmente.
Até que ponto isto é verdade? Não faço ideia...

Desconfio que o processo de morte de um ente querido nos marca para toda a vida, porém, o processo de luto dá lugar à saudade, que nos obrigada a rebuscar as nossas memórias, e é assim que eles vivem para sempre, ecoados nas nossas memórias.
Desconfio também que é uma questão cultural de massas.

Existe uma tribo em África, que não interessa agora a localização precisa, que tens os nossos rituais mas sentidos de forma oposta.
Quando nasce uma criança eles fazem um velório. Quando alguém morre, eles fazem uma verdadeira celebração.

Suponho que seja tudo demasiado subjectivo para ser avaliado em formatos temporais, mas basicamente depende da perspectiva que se têm da vida e da morte.

Cabe a nós rebuscar a que mais nos aprouver. ;)


Um bem-haja.

Brunno Soares disse...

As boas lembranças nunca serão apagadas, e na verdade, nunca devem ser. Mas é preciso aprender a viver com a perda, com a falta que até, ironicamente, nos leva a dar bons frutos.

força!

zyzza disse...

Acho que é um tempo sem tempo. Um tempo que cura por fora, mas nunca por dentro. E assim a gente vai reaprendendo a viver.

Denise disse...

Será que transmutar a saudades em boa recordação não seria a solução?
Trazer para perto as boas lembranças,sentir-se abraçada por elas e continuar

saudades

made in ♥ love disse...

posso dizer-te que perdi a minha mãe à 5 anos... e ainda não consegui atingir esse estado... parece sempre que ela vai aparecer a qualquer momento e dar-me aquele abraço...

Um beijinho
Eduarda
Be in ♥ love

Pau de Canela disse...

Não é fácil... estou a viver o mesmo. Ainda nem passaram 2 meses. Não passa um dia em que não me lembre da minha avózinha. Custa-me acreditar que não vou voltar a vê-la... embora saiba que assim é.
Força. Muita força.

Bjinhos
http://www.omeupaudecanela.blogspot.com/