quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Triste alma a tua


Oh triste alma que vagueia, à espera de auxilio, de bênção, de perdão, de mão, de um porto de abrigo.

Oh triste alma que perdeste o sentido da vida, o reflexo da alegria, o sabor da vitória, a aventura da paixão e o ardor do amor.

Oh triste alma que caíste em tentação e não recuperaste a estima, o orgulho, a bondade, a vontade.

Oh triste alma que esperas que o mundo pare de girar para te ajeitares, para te sentares direita, para repousares o espírito.

Oh triste alma que perdeste a noção da amizade, do encanto, da fantasia, do segredo, da descoberta, da cumplicidade.

Oh triste alma que te deixaste morrer e abandonaste o teu corpo, sem sentido, sem direcção, sem flores, sem lágrima, sem dor.

Oh triste alma que nunca subiste a uma montanha, nunca sentiste o sabor do vento e caricia da chuva.

Oh triste alma que foste, que abalaste e não recuperaste da vida imunda, não lutaste, não gritaste.

Oh triste alma que de vez te perdeste!

4 comentários:

vício disse...

talvez goste de ser assim!
há quem viva da pena dos outros!

poeta_poente disse...

A alma, pode perder-se, mas não tarda a encontrar-se. Nós somos e seremos sempre o resultado desses encontros e desencontro da alma e de almas.

Beijo

Lize disse...

A alma acaba por voltar, porque bem que precisamos dela... Mesmo que às vezes esteja triste... Se todos têm direito a tristeza, porque não deveria a alma também poder estar? :P

Beijocas

Nelson A. Soares disse...

Que esta mensagem tenha continuação, de tamanho suficiente para trazer um desfecho mais feliz... =)




Stay Well