sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Regressarei


A noticia chegou cedo. Já esperava por ela há algum tempo, mas desejamos sempre que nunca chegue. Quando a voz do outro lado do telefone proferiu as palavras indesejadas, decidi que talvez fosse melhor, mesmo sentindo-me tão impotente, tão pequena, estar perto dele. E como tal, não sei quando regressarei. Irei estar na sua cabeceira e segurarei na sua mão. E quero estar lá, para quando ele abrir os olhos, ser a primeira pessoa que veja. E que entre o mundo de cá e o de lá, ele veja nos meus olhos, o meu amor. O meu único e grande amor...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009


Alguém chegou ao meu blog, pesquisando no google "como conquistar gajas mais velhas".

Espero sinceramente que a pessoa (pois...não sei se é homem ou mulher, né?) consiga saber isso bem longe daqui...até porque aulas de conquista, gajas e ainda por cima idosas, não há por aqui...digo eu!!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um sorriso...


Hoje acordei com uma sensação leve e descontraída.
Talvez porque não tenho horários, porque não tenho ninguém em casa, porque apenas sou feliz.
Levanto-me com um sorriso, coisa estranha em mim.
Caminho descalça para sentir o frio do soalho. O arrepio do corpo pede-me agasalho.
A água quente percorre-me, atrevida, como que saudando para um novo dia.
Quase nem olho para o espelho.
Não quero saber dos mil cremes, dos mil perfumes, dos mil sapatos, dos mil trajes...
Visto um jeans e uma blusa de malha. Desembaraço os cabelos e ajeito-os.
Já na rua, as pessoas passam e cumprimentam-me.
O sol de Outono mete-se comigo, aquecendo-me.
O vento conta-me segredos que eu não quero ouvir. As nuvens, uma por outra, metem-se à espreita.
Caminho mas não sei bem para onde vou. A calçada já conhece os meus passos.
O dia ainda agora começou. E é tão bom sentirmo-nos assim.
Sento-me no jardim, onde os mais velhos conversam. Conversas alegres, carregadas de saudade e de passados.
Alguém acena-me. Retribuo o gesto.
E por longos minutos aprecio a vida, o momento.
Afinal, tudo é tão simples.
Redobro forças e vontade.
Fecho os olhos, respiro fundo e espero sentir sempre esta plenitude...cada vez que acordar com um sorriso.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O segredo dos seres e do mundo


"Sentia-me à vontade em tudo, isso é verdade, mas ao mesmo tempo nada me satisfazia. Cada alegria fazia-me desejar outra. Ia de festa em festa. Acontecia-me dançar noites a fio, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Por vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, o meu desenfreamento, o violento abandono de cada qual, me lançavam para um arroubo ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me, no extremo da fadiga e no lapso de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo. Mas a fadiga desaparecia no dia seguinte e, com ela, o segredo; e eu atirava-me outra vez."


Albert Camus, in "A Queda"(citador)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Triste alma a tua


Oh triste alma que vagueias, à espera de auxilio, de bênção, de perdão, de mão, de um porto de abrigo.
Oh triste alma que perdeste o sentido da vida, o reflexo da alegria, o sabor da vitória, a aventura da paixão e o ardor do amor.
Oh triste alma que caíste em tentação e não recuperaste a estima, o orgulho, a bondade, a vontade.
Oh triste alma que esperas que o mundo pare de girar para te ajeitares, para te sentares direita, para repousares o espírito.
Oh triste alma que perdeste a noção da amizade, do encanto, da fantasia, do segredo, da descoberta, da cumplicidade.
Oh triste alma que te deixaste morrer e abandonaste o teu corpo, sem sentido, sem direcção, sem flores, sem lágrima, sem dor.
Oh triste alma que nunca subiste a uma montanha, nunca sentiste o sabor do vento e caricia da chuva.
Oh triste alma que foste, que abalaste e não recuperaste da vida imunda, não lutaste, não gritaste.

Oh triste alma que de vez te perdeste!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dúvidas da minha vida

Qual é o tempo necessário que precisamos para conseguirmos admitir que alguém se foi embora de vez e que nunca, mas mesmo nunca mais voltará?
Quando é que conseguimos conjugar o verbo "morrer" no passado e aplicá-lo como uma acção do presente?
Porque é que o sentimento de vazio cria um aperto no peito e quanto mais chorarmos, mais vazios e mais apertados nos sentimos?
Como é que conseguimos sentir a presença de alguém que desapareceu, mas que amamos tanto, e nos é proibido tocar e ver?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"A Vontade de Poder"


"Qualquer que seja a sua situação, um homem tem necessidade de juízos de valor, mercê dos quais justifica - aos seus próprios olhos, e sobretudo aos dos que o cercam - os seus actos, as suas intenções e os seus estados; melhor dizendo: a maneira de se glorificar a si próprio.

Toda a moral natural exprime a satisfação que uma certa espécie de homens experimenta. Mas, tendo nós necessidade de elogios, também a temos de uma tábua concordante de valores, na qual os nossos actos mais fáceis figurem como os que exprimem a nossa verdadeira força e sejam os de mais elevada estima. É naquilo em que somos mais fortes que queremos ser vistos e honrados."
Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ontem, fui visitar a sogra ao hospital, que foi submetida a uma pequena intervenção.
Ela (olhando para o filho) - Sinto-me tão tonta! Sabes, o quarto parece que anda à roda....
Eu (mas quem me manda a mim não saber calar a matraca?!?) - A anestesia, no pós-operatório, poderá dar origem a tonturas! (mas claro que eu jamais poderia ter razão!)
Ela - Deve ser a tensão!
Filho - Mãe, a anestesia faz isso!
Ela - Talvez! Mas acho que se não é da tensão poderá ser da diabetes!
Eu (realmente sou mesmo parva!) - Mas você não tem diabetes!
Ela - Ah! Já sei! É de eu levar já 2 dias sem ir à casa de banho!

Conclusão (minha, claro): já tinha reparado que muitas das conversas e atitudes dela só podiam derivar de uma coisa: a subida ao cérebro de algo derivado da prisão de ventre!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não se pode ter tudo! Mas que mal faz o cagulo?



Hoje, dia de rescaldo eleitoral, tirei 2 conclusões: ganhei a nível pessoal mas perdi a nível profissional.
Não sei bem se não preferiria o inverso.
Se perdesse a nível pessoal, andaria uns dias com o estigma da perda e o amargo da boca. Mas passaria.
Assim, terei de andar com o sentimento de uma mudança fracassada. Mas passará...daqui a 4 anos!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


"As mulheres não são mais infiéis do que os homens. Por muito que gostassem que assim fosse (e assim se pensasse), estão impedidas de ser mais infiéis pela circunstância de serem humanas."

Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A primeira chuva de Outono


A primeira chuva de Outono cai.
A beleza do momento apazigua o abafado que se instalou.
Refugio-me na única divisão sossegada da casa.
Para mim, é um momento sagrado.

Abro as janelas e respiro o ar húmido.
Sinto o cheiro da terra.
Ouço passos apressados.
Uma inquietude.

Encosto-me à ombreira fria que me trespassa o pijama de cetim.
Abraço-me.
Em pensamentos-relâmpago passam muitas vidas...mas não tento traduzir.
De repente, apetece-me cacau quente!

Cacau quente para o aconchego.
Para me acalmar.
Para me percorrer.
Para me invadir.

E outro pensamento recai sobre alguém.
Alguém que não conheço.
Mas gosto.
Alguém que me ouve e sente.
Mas não me vê.
Alguém que me adoça.
Mas está longe.
Alguém que não conheço a feição.

A chuva continua a cair.
O pensamento foge novamente e segue o regato.
"Um dia..." penso sempre no amanhã mas consciente do presente.
Fecho os olhos e esvazio a mente para ouvir o silêncio.

Silêncio invadido pelo bater da chuva.
A chuva que me descodifica e mostra o meu ser.
A chuva que significa um novo ciclo.
A chuva que transporta a saudade.

Mas, afinal, ainda é a primeira chuva de Outono!
re-edit

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estou nas nuvens!


O fim-de-semana correu muito bem. Descansei mucho, mucho, mucho. Brinquei também às bonecas, dei-lhes papas, mudei-lhes as fraldas e tentei andar de triciclo. Consegui plantar um limoeiro e fiz um bolo. Andei a passear pela vila e namorei muito. Dei muitos abracinhos e beijinhos. Peguei no meu velhote TT e corri as serras, o que me valeu um valente escaldão nos ombros e nariz. Almocei galinha do campo e bebi café feito ao lume de lenha. Recebi muitas visitas e recordámos muitos momentos. Consegui ler os jornais no próprio dia e só liguei a televisão para ver o meu glorioso.

De um modo geral, estou maravilhada, com forças redobradas e muito, muito feliz.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bom fim-de-semana prolongado


Apesar da semana ter sido particularmente difícil, não costumo remoer muito sobre as mágoas..... e como tal, hoje sinto-me poderosa! (lembram-se desta deixa numa qualquer novela? eheheheh).

Hoje já é sexta, o CD de música latina está a rodar, o dia está lindo, eu sou linda (sou mesmo muito humilde, não sou?). Ainda por cima houve quem me alegrasse o dia com esta frase "tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha erecta e o coração tranquilo...". (WernerHS)

Obrigada a todos pelo colo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Um novo dia

O relógio do carro marca 18h45. Estou parada frente a casa, dentro do veículo, sem saber muito bem se hei-de sair ou se me deixarei ficar e gozar um pouco daquele silêncio. O rádio, a minha única companhia nas viagens, estava desligado. O dia fora particularmente difícil. Muito difícil. Após uma jornada de trabalho, uma reunião imprevista. E perante o desenrolar da mesma fui-me perguntando sobre as qualidades de um bom líder. E, dentro dos meus valores e da minha ética, sempre estiveram bem definidas. E quando, em plena reunião, após um dia de trabalho particularmente difícil, somos maltratados, humilhados e desrespeitados, toda a minha noção de líder se desvaneceu. Para além de me parecer um momento surrealista, sabia que não podia ficar calada. E não fiquei. Foi uma luta renhida e dolorosa. Até porque quando não se luta com golpes baixos e sujos, sai-se sempre a perder.
E neste momento, dentro do meu carro, questionava-me vezes sem conta a origem de tudo aquilo, ainda sem perceber muito bem a sua essência. Só sabia uma coisa, apesar das feridas e da mágoa que me fizera aquele que eu sempre respeitei enquanto líder, eu conseguia sair de coração limpo e respirar com tranquilidade. Porque afinal, sem qualquer culpa, tinha defendido um grupo. O meu grupo. O grupo que eu todos os dias via e que era uma extensão da minha família. Um grupo que partilhava todos os meus momentos.
O silêncio parecia dar-me forças para sair. Talvez ficar na rua, sentir o vento sul na face, para me dar alento e coragem. Amanhã seria novo dia e as feridas teriam de estar saradas. Apesar de me sentir fraca, a luta justa tornara-me forte. Porque afinal "não é a injustiça em si mesmo que nos fere, é o sermos vítimas dela"...e amanhã será novo dia!

citação de Pierre Nicole

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Após a declaração do PR ao país, só me lembrei desta frase


"Prefiro o sonho à ilusão; no sonho sabe-se que temos os olhos fechados; na ilusão julgamos tê-los abertos"
Condessa Diane

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como tal...


... hoje não vou escrever nada.
Nem sequer tem a ver com a branca fantástica com que o meu cérebro hoje se levantou. Mas como não gosto de arriscar, fico-me por aqui...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A semelhança entre esta história e o resultado destas eleições

Todos os dias, ou na vinda para o trabalho ou no regresso a casa, encontrava no caminho, um senhor todo vestido de preto, de bicicleta. Esta, já muito velhinha, trazia uma caixa, também ela apresentando desgaste.
O senhor fazia o caminho para a cidade, sem colete reflector e sem que a bicicleta também tivesse algo que reflectisse. Isto provocava muitas vezes, num caminho de má visibilidade e de algumas curvas, encontros desagradáveis, tendo os automobilistas muitas vezes, de sair da faixa de rodagem para não lhe acertar. Outras vezes, já mesmo muitas, o dito senhor fora obrigado a ir parar à valeta pois no cruzamento entre dois veículos (sendo a estrada estreitíssima) ele não cabia, obrigando a travagens forçadas, até mesmo perigosas. Claro que eu própria já apanhei valentes sustos à conta de ser surpreendida por este senhor.
E isto repetia-se todos os dias, fosse de dia ou de noite, estivesse céu limpo, a chover ou nevoeiro, o que implicou uma queixa formal às autoridades locais, de um dos automobilistas.
Ora, vindo eu como sempre para o trabalho, vejo ao longe uma pessoa a pedir boleia. Nunca dou boleia mas como reconheci o tal senhor da bicicleta, decidi quebrar a regra. Lá fomos e no meio da conversa, lá me disse que ia à cidade, comprar uma roda nova para a bicicleta. Aproveitando a coisa, reforço a ideia de que ele deveria andar melhor sinalizado, incluindo a bicicleta. Claro que levou logo com uma data de sustos que já me fez passar, ao que concordou em mudar.
Ao fim de dois dias, reencontro o senhor na sua bicicleta. Continuava a vestir-se de preto, sem colete reflector, no meio da faixa de rodagem....mas com uma alteração: colocara um pequeno reflector, ligeiramente maior que uma moeda de 2€, na caixa que trazia na bicicleta.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Se lhe acertar pode ser que melhore


Ontem, um dos miúdos (este miúdo tem 21 anos) da escola, chegou ao pé de mim a pedir-me ajuda, no sentido de o auxiliar a redigir um relatório porque como ele próprio disse eu "era barra na cena". (ok...já me chamaram muita coisa, mas barra acho que nunca. Nem sei se é bom ou mau...isto no contexto dele, claro!)
Quando estava a tentar perceber o trabalho, reparei que existia uma palavra que não encaixava na frase. E ele muito espantado pergunta-me "Identidade e entidade não é a mesma coisa?"
Julgo que se fez uns escassos segundos de silêncio, mas ocorreu-me tanta coisa....
Mais à frente achei que deveria utilizar a expressão "plenitude", ao que ele me pergunta "isso vem de planar?".
Já enfadada com tamanha burrice, questiono-o sobre a sua ignorância e o infeliz remata da seguinte forma "eh não se zangue comigo, que eu sou daltónico nas palavras!".

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Alma gémea ou cara metade?


Nunca percebi bem as pessoas que dizem que andam à procura da sua alma gémea. Nem compreendi. Pressupõe-se que a nossa alma gémea seja alguém que em tudo se pareça connosco, alguém que complete o nosso pensamento, que termine as nossas frases. É alguém que sabe nesse instante o que estamos a desejar, a sentir, a querer. Alguém que pressente, que chora quando choramos mesmo quando estamos longe. Para muitos isto faz sentido e só assim conseguem entender uma relação. Como se o outro que buscamos para uma relação fosse uma extensão de nós próprios.
Eu julgo que o que a maioria anda mesmo à procura será da cara metade ou da outra metade. Porque como não existem 2 partes iguais, estas se completam. Só com esta diferença se completam. A nossa cara metade tenta compreender-nos, tenta seduzir-nos, há uma preocupação em sermos aceites, com o bem estar do outro e no fundo, há um empenho. Tenta superar as possíveis diferenças, tenta conquistar e no fundo, há toda uma preocupação acrescida...ou pelo menos assim deveria de ser.
E, claro, há sempre a possibilidade de risco, de não acertar. Mas isto faz uma relação.
E isto para mim faz sentido.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Outono


Chegou o Outono!
A estação das avelãs...
A caça começa a chegar!
As andorinhas vão para outro lado,
É a estação das romãs,
Dos marmelos,
A estação das folhas coloridas,
Das castanhas assadas.
Visto roupas mais quentes
Acendo a lareira,
A minha mãe coloca na minha cama
Mantas mais fofinhas e quentinhas,
Vou para a escola e vejo
Os pardais voando de ramo em ramo
Às vezes fazendo
Com que as folhas caiam ao chão.
Mas mesmo assim
Gosto muito de ti, Outono!


Alexandre - 3.º ano

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Criança em nós


A noite, ainda uma criança, criança como a minha, que a meu lado seguia irrequieta, brincando com o que aparecia. Criança de sonhos lindos, de céus azuis e noites estreladas. Digo-lhe: "olha a lua!", e ela, parando a sua brincadeira, levantou os olhos para o céu e contemplou a lua no seu quarto crescente. "Mãe, quelo volar!", e olhou-me nos olhos, como se a minha responsabilidade enquanto mãe, fosse mais além, fosse de a fazer voar. "Não podes, filha. Só os pássaros e os aviões voam.". E ela, na sua pequenez de menina, com os seus pequenos mas grandes olhos, tornou a olhar a lua e levantando o braço, acenou dizendo em tom de aceitação "adeus lua".
Retomámos o caminho para casa, e retomou a brincadeira. Mais à frente voltou-se para mim e perguntou, "polque as pédas gandes são pesadas?". E eu sorri-lhe. Baixei-me e fiz com que se sentasse a meu colo. Expliquei-lhe como consegui e pensei para comigo, o treino que teria de ter daqui para a frente, para responder-lhe a todos os porquês. Os porquês que também eu fizera, os porquês que viveram comigo na ânsia de saber a sua resposta.
A vida de flores, de princesas e bonecas, de doces e balões, estavam, finalmente, a ter significado, começavam a ter interesse, começavam, agora, verdadeiramente, a pertencer-lhe.
E talvez um dia, ela possa explicar-me porque afinal sempre conseguiu voar, para além dos pássaros e dos aviões, como no seu sonho de menina, como na sua vontade de criança.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009


Durante os jogos de futebol a que assisti na 5.ª feira, fomos (e digo fomos, porque não fui a única com toda a certeza) surpreendidos com a presença não de 2, não de 4, mas de 6 árbitros numa única partida.
Para além dos 2 árbitros de linha, o árbitro principal (o tal que é sempre vaiado) e o chamado 4.º árbitro (o tal que aparece com uma placa iluminada em cima da mona a indicar qual o número que sai e qual o número que entra), vimos mais 2 árbitros: os de baliza!
Ainda bem que existe um maior controlo, pois muitos golos foram anulados devido à miopia aguda dos senhores árbitros, que não viam ou fingiam não ver entrar as bolas (mesmo 1 metro depois da linha da baliza). Se bem que nos jogos a que assisti, estarem 4 ou 6 desse o mesmo, uma vez que houve muita coisa que não viram.
E quando se fala em árbitros, a muitos de nós vem-nos à ideia corrupção, dinheiro sujo, prostituição, apitos dourados (e de outras cores), de árbitros comprados e de uma data destas palavras giras.
Com a entrada de mais 2 árbitros, que não são uns quaisquer, são os árbitros de baliza, os senhores que podem ou não validar os golos, o que agora me deixa mais preocupada, é o valor que estes árbitros tem. Ou seja, quanto é que os seus olhos agora valerão para verem um golo de uma bola que não entrou ou invalidarem um golo de uma bola que bateu no fundo da baliza?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Quem vos avisa, vossa amiguinha é


Eu hoje, simplesmente estou imprópria para consumo! Passei do prazo! Estou azeda! Com a neura! Possessa! Insuportável.
Por isso, amiguinhos/as, se me quiserem dizer alguma coisa, aguardem por amanhã.

Tive uma semana inteira de "insónias" (com 2 perninhas, 2 bracinhos e uns olhos lindos, lindos....), ou seja, estou com falta de descanso e de dormir, e isso faz com que implique com tudo e todos e reaja, explosivamente a qualquer situação.
O stress pós-laboral e as visitas constantes a casa, tiram-me do sério.
O stress laboral, com prazos para entrega e sem qualquer condição de trabalho, origina em mim a pessoa revolucionária que sou. E claro, quem sofre é a pobre mesa de trabalho que por vezes sente a força da minha delicada mão em punho.
O caminho que percorro, quando não encontro uma manada é um rebanho ou uma vara. Hoje foi apenas um animal sentado ao volante de uma bomba, que não andava mais que 50km/h o que causou o meu atraso ao local de emprego. Ah, sem falar do raio da égua que andava de arreata solta no meio da estrada!

Portanto, como estou prestes, prestes a fazer faísca e a soltar o trovão, sugiro que só por hoje, finjam que não me conhecem.

Ah....e deixem lá ver se o Glorioso hoje não arranca da minha esbelta garganta as maiores e mais feias palavras que eu possa proferir...

terça-feira, 15 de setembro de 2009


"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno."
F.W. Nietzsche

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Quando disseram o seu nome e ecoou pelo salão, o coração saltou. Levantou-se da cadeira e olhou para ele. Recordou, como se aquele momento tivesse parado o tempo, a última coisa que falaram, antes de terem entrado no espaço.
"Sabes que estás linda?", dissera ele ao seu ouvido. E ela, apesar de unidos há tanto tempo, baixou os olhos, como que envergonhada e respondeu-lhe, num sorriso e no mesmo tom, "Sei. Estás-me sempre a dizer."
Os aplausos de cerca de 800 pessoas, fizeram-na regressar ao presente. Ele, movimentou a cabeça num sinal assertivo de modo a dar-lhe coragem.
E por entre vultos erguidos que em entusiasmo batiam palmas, dirigiu-se ao palco.
Diante daquela pequena multidão, disse para consigo mesma que "o prometido é devido".
A ela juntou-se um grupo de pessoas que, de mãos dadas e olhares cúmplices, apenas podiam dizer muito humildemente àquela ovação, "muito obrigada pela confiança."
Olhou para o fundo do salão, e lá estava ele. Destacava-se das outras pessoas, talvez e apenas, por ele ser, aquele ele que em todos os momentos da sua vida, estava a seu lado, em que todos os momentos da sua vida, mesmo nos menos bons olhava para ela, e dizia-lhe baixinho "Sabes que estás linda?"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conversa de mulheres III

Outro tema de conversa entre o mulherio daqui do estaminé, é sobre sogras! Ah pois é!!!!!
Mas aqui o pessoal divide-se.

Há as que consideram as ditas senhoras umas verdadeiras santas. E aqui a justificação é simples: a sogra é tipo mulher a dias para elas. Estas sogras vão para as suas casas e passam-lhes a roupa a ferro, limpam-lhes as casas, fazem comida para 1 semana, há sempre o tradicional almoço/jantar de fim-de-semana onde elas se esmeram, cuidam dos netinhos e se o casal precisar de sair para ir ver um filme ao cinema ou para jantar fora, as sogras ficam com os seus rebentos....enfim, no meu bom português umas sogras-criadas! Sem falar nos presentes maravilhosos que recebem das sogras quase como recompensa por terem casado com os marmanjos dos filhos!

E há as que consideram as ditas senhoras umas verdadeiras bruxas. E isto porque as senhoras olham para as noras como umas verdadeiras estropicias, umas rouba-filhos. E então centram-se em fazer a vida negra às respectivas noras, sem se esforçarem pelo bom ambiente.

Ora, preparam a comida preferida dos filhos e apenas para os filhos, pois estes desde que se casaram até estão mais magros! Não há cá almoços de fim-de-semana porque aquilo não é a casa da sogra! Os rebentos ficam com os pais. Eles é que têm as obrigações. Se se oferecem para passar a roupa a ferro, é única e exclusivamente para tratarem da roupa dos filhos. Se vão fazer visita às nora é exclusivamente para ver o estado da casa, se tem pó, cotão, está arrumada ou não.... E quando os filhos estão algum tempo sem lá ir a casa há sempre 2 soluções para os "seduzir": ou telefonam a chorar e a dizer que os filhos as abandonaram, que não querem já saber delas, que podem morrer e ninguém lhe liga, blá, blá, blá.....ou então fingem-se doentes e quando telefonam lá para casa, só os filhos é que podem ir com elas ao hospital ou fazer-lhe um chá para a virose intestinal.

Como eu (e acho que todos já sabem isso!!!) não pertenço à 1.ª hipótese, quando o tema é "sogras" eu fico! Mas com um gosto! Aqui não há saídas de fininho. Há entradas em grande.
Aqui, não me interessa o tempo que vai fazer ou se a pausa já terminou...solto apenas os demónios e claro, a língua...e mai nada!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Falem baixinho, por favor...


Para além de ser 2.ª feira (é sempre a mesma ladainha todas as segundas, estou a tornar-me repetitiva semanalmente. Porque será?), de Portugal ter feito 36 remates à baliza e apenas com 1 golo (e teve de ser o tal que todos censuraram....), e de ter dormido apenas 6 horas, o raio de vinho Alvarinho que bebi ontem ao jantar, está hoje a fazer efeito....no toutiço!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Esta noticia tinha de aparecer neste blog


"A Igreja Católica está a incentivar os casais, unidos pelo matrimónio, a rezarem antes de terem relações sexuais. Para o efeito, foi publicado um livro onde um conjunto de orações convida os casais a «purificarem as suas intenções».
O livro chama-se «Prayer Book for Spouses» («Livro de Oração para os Cônjuges», em português) e pretende transmitir aos casais a necessidade de renovar constantemente os votos do matrimónio.
A principal oração para o casal implora a Deus para que lhes seja concedido o verdadeiro amor, ternura que una verdadeiramente, dar tudo sem esperar nada em troca, dizer a verdade e não enganar, perdoar, e que seja bem-vinda a união física do amor.
Orações para todas as fases (e para posições não há?)
As 64 páginas do «Prayer Book for Spouses» contêm orações para todas as fases da vida matrimonial e familiar, incluindo o compromisso, o planeamento familiar, a gravidez e o cuidado com os filhos e com os pais idosos." (retirado tvi24)


A Igreja de certeza que não tem mais nada para fazer....só pode!
E como diz o velho ditado "quem tem tempo faz colheres", estes senhores têm ideias fantabulásticas e escrevem obras de arte destas!
É por essas e por outras que o rebanho está todo tresmalhado!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Conversa de mulheres II


Outro tema que me faz sair logo, logo do local de "reunião" é sobre dietas, gordas&magras, celulite, estrias e afins.

Detesto conversas destas e mais: quando nesta conversa tendem a procurar um pouco de conforto para a própria auto-estima. Ou seja, começam a conversa com "agora estou mais gorda", "sinto-me tão mal com estas 500 gramas a mais"....e isto tudo para que alguém do grupo (ou às vezes o grupo em coro) diga "não estás nada! Estás excelente!", "é impressão tua. Até te acho agora mais magra"....Se isto não é falta de amor próprio, nem sei o que lhe chame.

Mas se a conversa ficasse só por elas....mas não! A conversa estende-se a quem não está (normal, né?!?! Aqui é que está TODA a piada).

Lembro-me que uma vez uma colega de gabinete, chegou ao pé de mim tão empolgada com a conversa que estavam a ter no seio do grupo, que não conseguiu disfarçar nada e sai-se com: "tu não és gorda! Tens é a anca larga"....E claro, que eu (como normalmente) estou de bom humor disse-lhe: "há alguns que ficam com as costas largas das conversas....a mim vem-me parar ao rabo!"

E a celulite???? Jesus! Aqui fujo, mesmo! Se todos sabemos que não há solução (a não ser para quem tenha "aquilo com que se compram os melões" sabem?, em abundância), apenas se pode minimizar, para quê bater no ceguinho?
São masoquistas, só podem....

E dietas? Primeiro, começam por falar nas super-hiper-galácticas nutricionistas que frequentam. E depois das listas infindáveis do que podem ou não comer (como se nós não soubessemos o que pudemos ou não comer).....mas NUNCA tomam nada! Se emagrecem das duas, uma: ou a dieta que fazem é um e-s-p-e-c-t-á-c-u-l-o, ou é genético (a mãe, a avó, o pai, o bisavô eram/são elegantes).

E como no tema anterior (do outro post), lá saio eu, assim de mansinho, porque muito sinceramente prefiro ir ver na net, se aqui para o Alentejo faz sol ou chuva.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Incógnitas


Desejo saber quanto de mim, há em ti?
Quanto de nós há em cada parte?
Quanto de cada parte, desejas?
Quanto de ti, há em nós?
Quanto do quanto há em nós?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Conversa de mulheres I


Trabalho numa empresa, onde os funcionários são maioritariamente mulheres. E todos nós sabemos que quando há muita mulher junta....há fandango! Ou melhor, coscuvelhices! Ou melhor, corte e costura!

E naqueles momentos - que nós chamamos de pausas - elas tendem a trabalhar, trabalhar, trabalhar neste corte e costura. Não me excluo quando há novidades. Gosto de saber novidades....mas quando a conversa começa a enraizar para filha de Fulano, que casou com Beltrano, mas que foi apanhado com Sicrano....fui! Mas fui mesmo! Por isso, muitas vezes me dizem que sou sempre a última a saber....deste tipo de coisas sempre me orgulhei da minha ignorância! Palavra!

E começo a ficar com sarna, quando a conversa tende para os filhos....Sou mãe como qualquer uma das minhas colegas.......MAS PELO AMOR DA SANTA, que tenho eu a ver se a menina já faz cocó na sanita, se o menino faz gracinhas e diz arrum-dá-dá, se as mamãs usam cremes todos xpto, se a fralda x é melhor que a fralda y, se o parto foi rápido e as enfermeiras incansáveis, se a epidural foi eficaz, se o ginecologista é o melhor cá da zona........QUE TENHO EU A VER COM ISTO???

Pois, nada! E como tal, assim de mansinho, retiro-me e com a conversa tão empolgada nem notam a minha ausência.

Mas o que realmente me deixa piursa, é por norma todos os bebés serem melhor que dos outros, elas enquanto mães são as mais atenciosas, os cremes e essas tretas todas são das melhores marcas, os médicos (relacionados com crianças e com zonas da cintura para baixo) são os mais recomendados e os mais caros, as roupas obedecem à moda.......porra!

Acredito que adorem os seus filhos, tal como eu, mas é necessário massacrarem quem não está interessado na conversa com os gugu-dá-dás dos filhos?
Aqui neste espaço, todos procriam e parem à velocidade quase da luz....e se a conversa da pausa das 9h15 (de quem entra às 9h00) for sobre filhos&afins, pronto....lá saio eu de mansinho!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Filhos de uma mãe menor


Perante a indiferença que a figura materna estabelece entre os seus filhos, é necessário que a criança que menos recebe, procure mimos e colo fora de casa, para que possa crescer saudável e pouco carente. A ausência de um beijo, a frieza da distância de um abraço, de um colo, faz com que essa criança, a menos acarinhada, procure em outros braços, em outros colos essa necessidade. E só assim, poderá dizer um dia, que teve uma infância feliz.

Quando se é adolescente, é necessário desenvolver uma grande força interior para esconder a mágoa e o desânimo, sendo o seu carácter moldado à distância de sua mãe. O ciúme que outrora tivera de seus irmãos, fora trabalhado e transformado, também ele, em indiferença. Ao choro de seus irmãos, sua mãe corria e acudia. Ao seu choro, sua mãe praguejava. Os amigos e colegas preenchiam o vazio, e só com a sua determinação e um grande amor próprio, pode dizer que teve uma adolescência feliz.

Quando adulto, mostrou uma personalidade forte e determinada, mas muito distante, fria, cautelosa, fechada e independente. E só assim conseguiu continuar a apreciar, de ânimo leve, o apreço de sua mãe a seus irmãos e o despego a si próprio. Em troca, só pretendia resposta à pergunta "porquê?". Mas perante o medo da solidão, rendeu-se ao silêncio pois este sempre fora um bom aliado e companheiro. Quando se realizou profissional e pessoalmente, pôde dizer que era feliz.

Mas quando a indiferença passou para o seu descendente, e vê, estampado no rosto de seu filho, o seu retrato, a sua pequenez, o coração começou a ficar apertadinho, o nó na garganta desatou e o choro contido apareceu.
Porque o seu "porquê?" que nunca tivera resposta para si, agora exigia-o, porque afinal o que sempre quis era igualdade.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Finalmente...


A semana avizinhava-se difícil.
E qual nao foi o meu espanto de ter acertado.
A retomada do ritmo laboral, o contacto com pessoas que muitas vezes me apetece esganar, o cansaço das viagens, os horários e prazos.
A crise de identidade e de meia idade da chefe que coloca a toda a hora o meu sensível estômago à prova.
A desmarcação da reunião de quinta-feira à tarde, porque o Benfica jogava e que só por acaso, perderam.
A marcação da reunião (de ontem) para hoje, às 19h00.
A visita inesperada da sogra ontem, foi, por assim dizer, a cereja no cimo do bolo.
Mas como hoje até é sexta, amanhã poderei esquecer isto tudo....até mesmo a cereja!!!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

(dES)esPERO


Mudei de nome;
Tirei a máscara e pintei os lábios;
Apaguei registos e rasguei cartas;
Lavei o corpo e revitalizei a alma;
Fugi da terra para outra terra, aluguei a lua;
......................mas o teu fantasma estará sempre presente!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Estava à espera do quê?


Quando alguém ousou perguntar-me se eu tinha colocado silicone nas mamas, olhando babosamente para elas, com a desculpa de que eu andava e elas não mexiam, eu só podia ter uma única reacção:
mandá-lo para onde o diabo mandou a mãe!

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Só sou eu que acho o anúncio do Verão TMN, onde o Reynaldo Gianecchini passa um telemóvel pelo peito todo transpirado, um verdadeiro asco?
Não poderia o respectivo senhor passar o telemóvel por algo menos....suado? Ca nojo!


Se bem que o senhor é um verdadeiro deus!!!! eheheheh

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E voilá...


Depois de uns (bem) merecidos dias de férias, cá estou eu de regresso ao paraíso laboral.
As férias foram magníficas e claro, como prometido, bem passadas e acompanhadas.
Muito sol, praia e gente bronzeada...sim, os outros, porque aqui a pele de moi é adepta de protector 50...ah pois...
Muita brincadeira, muitos castelos de areia, algumas algas e um calor abrasador...livra!
Ainda fiz algum exercício a tentar fugir de aglomerados e de gente com ar suspeito de que poderia sair espirro....
Fiz uma visita guiada ao Centro de Saúde de Vila Real de Santo António, depois da Princesa ter confundido o chão da sala, com o fundo da piscina...
Fiz um esforço enorme e lá resisti ao homem das bolas de Berlim (isto assim não soa muito bem, pois não?!)
E de regresso a casa (sim, porque não gosto de estar mais do que 7 dias a sempre do mesmo....já basta a vidinha normal!) curti ainda mais a minha casa.
E se não fosse uma semana em que os termómetros apenas descansaram nos 37ºC, ainda seria melhor.
E lá se passaram os tais 15-dias-que-passam-demasiado-rápido, aguardando os outros 15-dias-que-também-passarão-demasiado-rápido para Novembro! É que eu adoro o Inverno!
E cá estou eu, entusiasmadíssima, no meu 1.º dia de trabalho depois das férias, que por acaso até é segunda-feira.

Retomemos...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Contagem decrescente # 1


E é isso! Chegou o grande dia....aquele dia que ao fim de 1 ano de trabalho se pede, se precisa, quase que se suplica...a véspera do 1.º dia de férias. Daqui a umas horinhas, entrarei no que são os 15-dias-que-passam-demasiado-rápido!

Irei aproveitar o sol, o mar, andarei no calçadão (sim...as férias dão cabo de qualquer um...), verei corpos bronzeados e bonitos (sejam eles de que tamanho forem), vou ter tempo para as gracinhas da Princesa, vou namorar muito, não terei horários (aaaaaahhhhh), poderei vestir a roupa que entender sem ligar a formalidades, desligarei telefones, não me ligarei à net nem tocarei num computador....como alguém me disse um dia, "olha para o que é importante, não para o que é urgente!". E assim farei....

Por isso, meus queridos, regressarei daqui a uns dias, porque de certo terei saudades vossas (e claro, o dever assim o obriga), mas irei desfrutar da maior das minhas riquezas: a família!

Até loguinho....

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Em contagem decrescente #2


A fazer quase 9 anos na empresa, relembrámo-nos da minha primeira semana de trabalho. E como era habitual, por cada novo funcionário que entrava, pregavam-lhe uma partida. E por entre gargalhadas lá recordaram a minha partida.

Tinha ido eu a caminho da minha já 2.ª reunião nessa mesma semana, e estando a meio da mesma, o meu telemóvel toca. Meio atrapalhada pela interrupção carrego na opção de alta voz por engano e uma das minhas colegas, fazendo voz grossa, ecoa na sala de reuniões:

- Oh mulher, onde andas? Vem mas é para casa que eu quero fazer-te um filho!


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Aiiiii...em contagem decrescente # 3

Foto: Najla

Estou entre papelada velha, onde cheira a mofo e só vejo teias, aranhas, saltareus, rapelhos e pó.....muito pó!

E apesar de não ser o do Judas, é escuro, fundo e mal cheiroso!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

"A prova de que ando a passar demasiado tempo aqui...


....é que ontem sonhei com um blogger que não conheço!

Frase completamente plagiada do blog da Nikky, mas que se encaixa perfeitamente no meu blog....e no meu sonho!

Em contagem decrescente#4

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Contagem decrescente # 5


Não...não me enganei no dia, sei bem que é uma segunda-feira. Também ainda não estou de férias....mas esta é a última segunda-feira antes de ir de férias.....aaaaaaaaahhhhhhhh
Por isso, fiz desta 2.ª uma 6.ª....que vos parece?

E para animar ainda mais, coloquei um cd de música latina, para abanar aqui este corpinho danone (cof....cof) e relembrar os tempos idos em que dançava tão bem a salsa, o tango e o samba....aaaaaaaaahhhhhhh

Ah e só para vos confessar que aderi este fim-de-semana à calça do cagalhon (não faço ideia como se chama aquilo....ok! ok! São umas saruel...que raio de nome!)


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um rito sagrado

Foto:Najla


Decidi ficar um pouco a sós. Embrenhada nos meus pensamentos, conduzi sem destino aparente mas tão convicta de onde iria.
Lá cheguei. A ermida erguida no cimo de um pequeno serro, parecia estar à minha espera. Saí do carro e o meu corpo respirou tranquilidade. Aquele local carregava toda a minha essência de paz, de sossego.
Sentei-me no poial. Ainda tinha vestígios de almagre. A casa, cuidadosamente caiada, reflectia o sol e fustigava-me os olhos.
Revelava nesta casa os meus segredos, os meus tormentos, as minhas preocupações. Sozinha. Sem confissões e coisas banais. Não esperava resposta nem penitência. Não era para isso que eu para ali ia.
O eucalipto por detrás da ermida, nos seus uivos ventosos, ia quebrando o silêncio.
Contemplo o longe, um longe para lá fronteiras, esperando que um dia este longe me possa dar resposta, naquele rito religioso e de procura de paz. Os pastos já secos escondem tantas batalhas heróicas que hoje ninguém conhece e nem quer ouvir falar.
Falo em voz baixa para que também as pedras assentes a meus pés me ouçam e sejam minhas fiéis testemunhas. Reponho as ideias, encaixo-as e acalmo as tormentas. Respiro o ar quente como se de algum elixir se tratasse e eu desejo que por breve momentos me provoque algum efeito atordoante e anestesiante....para que, por esse breves momentos, me leve dali, para um não sei onde.
Meto-me de pé e como de costume, benzo-me. Estava pronta para mais uma etapa, para enfrentar as batalhas que viriam. E resigno-me perante a grandeza da natureza e porque não fosse eu semente desta terra, que em pó me tornarei.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pecado de mãos


As mãos tuas que nunca parem
Não parem de ousar, de me tocar
As mãos, tuas, sagradas minhas
As mãos que profanam a minha carne
As mãos, tuas, que afagam o desejo
As tuas mãos, sempre tuas, que agora, minhas, não me dão descanso
Sempre as tuas, que me atormentam, que ousam o meu corpo
Lascivas, as mãos, sedentas de mim como eu delas
Rasgam a inocência e envolvem-me em pecado
Tiranas de prazer, não complacentes
As mãos tuas, sempre tuas e agora minhas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Por breves momentos

Foto: Najla
São 20h30. O sol já se pôs. Fiquei por breves momentos sozinha. Sentei-me no chão do alpendre, ainda quente. O céu, de um azul pálido, testemunha do dia que acabara, parecia, finalmente, descansar. Acompanhava-me uma cerveja e alguns frutos secos. Gosto da mistura da passa de uva doce com o salgado da amêndoa.
Por breves momentos, sinto que a paz que procurava há tantos anos, finalmente a tinha encontrado. Aqui, nesta casa, nesta aldeia, que durante tantos anos lhe jurei fugir e nunca mais regressar. Mas afinal, e como me vem tantas vezes à memória, "o bom filho a casa retorna".
E eu regressei. Na altura, ferida de morte, de uma luta renhida e não complacente, regressei combalida. E aqui, entre amigos e familiares, me re-ergui. Recobrei as forças e o alento. E a terra que me vira partir um dia, abriu-me os braços e aconchegou-me no seu colo.
Ouço, ao longe, os últimos pássaros à procura de um ramo de abrigo. Talvez os consiga entender...por breves momentos.
Dou um gole na cerveja e trago o resto dos aperitivos. Tão bem que me sabem. O vento, que entretanto se levantara, brinca com o meu cabelo. Puxo uma madeixa para trás da orelha e deixo que, por breves momentos, o vento me leve os pensamentos para onde ele for.
Já se faz tarde. Levanto-me e contemplo o céu como se me despedisse dele. Mas só por breves momentos, porque amanhã, amanhã estarei por aqui.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Calha a todos


Quando escrevo um texto no blog, ele depende do meu estado de espírito.

Se estou triste, escrevo textos tristes. A tristeza inspira-me para assuntos que normalmente nem tocaria. Muitas vezes até são irreais....mas são meus!
Se estou feliz ou contente, ou melhor, se não me levantei de mau humor, por norma coloco textos que eu considero engraçados, ou alguma noticia de jornal pertinente, ou alguma situação da minha Princesa ou do meu fantabulástico colega, ou algo que se tenha passado comigo...mas os textos são meus!
Se estou naqueles dias sem inspiração nenhuma, coloco um excerto de um poema, uma frase, uma música....mas respeito o que não é meu!

Agora, ver alguém apropriar-se do que eu escrevi, é mau! Muito mau! E de um baixo nível tremendo! Mas se assim não fosse, não existiriam palavras como "plágio" e "plagiadores".

Que Deus os rebente com saúde!
1; 2

terça-feira, 21 de julho de 2009

Vazio




Em que dia morri e não soube?
Em que livro ficaram as minhas palavras?

Em que história ficou a minha aventura?
Em que espelho ficou a minha imagem?

Em que lábios ficaram os meus?
Em que corpo se perderam as minhas mãos?

Em que horizonte ficaram os meus olhos?
Em que pessoa ficou o meu amor?

Em que jardim ficou o meu encanto?
Em que minuto perdi o meu tempo?

Em que coisa me tornei passados estes anos?
Em que verdade me criei e me re-inventei de novo?

sexta-feira, 17 de julho de 2009


Vi-a rir. Perguntei-lhe o motivo. E então, olhou para mim, como se estivesse a ganhar coragem e disse-me: "Eu tenho um blog. E estou a rir-me do comentário que me deixaram. Mas não me peças o endereço que não to darei. Dar-te-ei uma lista de blogues que eu acho fantásticos e tu, haverás de me encontrar."

E depois de me viciar nessa lista (que hoje alguns fazem parte da minha barra lateral), e depois de a ter encontrado, e depois de ela me ter dito que eu ao me concentrar na escrita talvez fosse uma boa terapia para alguns "males", sugeriu-me "porque não crias tu um?".

Rascunhei alguns textos, rasguei, risquei, mas mesmo assim decidi seguir o seu conselho e hoje faz um ano que o Sagrado ou Profano nasceu.

E eu e ela deixámos de nos tratar pelo verdadeiro nome e passámos a tratar-nos por Najla e Nikky.

Depois da Nikky, seguiram-se outros bloggers. Muitos continuo a tratá-los pelos pseudónimos. Outros, tiraram um pouco a máscara e deram-se a conhecer. E eu retribuí.

Este é um post difícil de escrever, porque quero agradecer a tanta gente que me tem acompanhado ao longo deste ano mas receio falhar com alguém. Por isso agradeço, desde já, a todos quantos passam ou passaram por aqui, a todos aqueles que em silêncio me lêem, àqueles que deixam a sua marca, àqueles que me deixam um pouco de si.

Mas e especialmente porque a vida é demasiado curta para engodos, fachadas e adiamentos, espero dizer o que sinto em poucas palavras (o que para mim é difícil).

Obrigada à M que se tornou muitas vezes o meu ombro, que apesar de não nos conhecermos pessoalmente, falamos imenso, desabafamos, rimo-nos, e quando tudo parece desabar...cá estamos, eu neste lado e ela no de lá, mas sempre presentes. E quando temos novidades, corremos a ligar o messenger para as contar!

Obrigada ao Ervi. Sempre com uma aragem sexual implícita nos seus textos e que acompanhou este blog desde o meu 1.º post.

Obrigada ao Vício, que com aquele humor mordaz tantas vezes me fez rir. Que apesar de também de não o conhecer, gosto dele...(não me perguntem porquê...eheheheh). E foi o primeiro blogger que com um post me fez chorar! E é daquelas pessoas em que dou por mim muitas vezes a pensar em como será a pessoa para além do nome.

Obrigada ao Paulo e ao Spritof, que me têm aturado tantas vezes. Ouvem os meus dramas laborais e têm muitas vezes partilhado as minhas alegrias e tristezas....aos dois, um muito obrigada!

Obrigada à Tita, à Noiva, à @me@@, ao Acutilante, à Ana Oliveira, à Nagareboshi e à P.Q.I. (que está de esperanças e linda de morrer), que são ou foram presenças habituais e me deixaram sempre um pouco de si.....

E agora, esperando não falhar para com ninguém, mas agradecer por todas as palavras e os mimos que me deixaram: obrigada ao Dry-Martini, ao Poeta Poente, ao Nelson, à Tatiana e à Branca, ao Lança, ao Osga, ao Ricardo C., à Pearl, ao Chefe (mas pouco), à Lize, à Miss Glitering, à Paula Pan, à Pi (com a qual me identifico tanto), ao Walter Fane, à TM (que particularmente adoro), à Cátia (sinto a tua falta, miúda), ao Moonwisher, à Kris, ao Manzas, ao Entremares, ao Requiem..... e a todos os meus seguidores, a todos os que não menciono aqui, a todos os blog's que eu em silêncio sigo e que muitas vezes me inspiram e me divertem(estão na barra lateral)........Obrigada!

Não sei se daqui a 1 ano ainda aqui estarei....ninguém sabe, é certo. Mas farei para que todos vocês, ao virem ao meu cantinho se sintam bem, confortáveis...em casa! Obrigada a todos por fazerem deste blog o que ele é hoje, por terem contribuído directa ou indirectamente, naquilo que escrevo, no que transmito. Obrigada!

E claro, a ti, Nikky, não tenho palavras para agradecer....por tudo!

Um beijo a todos, Najla

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pois...


Eu sei que é um assunto badalhoco mas como a grande maioria já passou por estas situações, digam-me, como conseguiram dizer a uma pessoa com a qual não têm à vontade, que:
- tem a braguilha aberta?
- tem qualquer coisa no dente?
- tem um macaco no nariz?