Ontem, ao sair do trabalho, reparei na trovoada ao longe. Pensei cá para mim "Ah e tal, pode ser que estejam mais longe do que aquilo que eu estou a ver e chegue a casa sem problema." Mas como sou uma expert em medições, alcances e tretas de metros e quilómetros, eis que, ainda nem a meio do caminho, apanho com a descarga das tais nuvenzinhas. Para além de ter de ir a 20/30 km/h, com um carro à minha frente e outro atrás, o granizo era tanto e tão grande que julguei que os vidros se partissem ou simplesmente que iria ficar com o carro completamente amolgado. E não podia proteger-me debaixo de nenhuma árvore porque os relâmpagos e trovões estavam mesmo em cima de nós e toda a berma não se conseguia ver, visto estar completamente inundada. Foram 15 minutos de terror, onde (juro-vos!) tive muito, mas mesmo muito medo. Deixei de ter rede e a única solução era continuar, muito devagar, de piscas ligados e pedir aos santinhos que me protegessem e que nenhum raio me caísse em cima ou que nenhuma pedra de gelo me partisse o vidro.
E quando chego à minha aldeia, era o desconsolo. A trovoada tinha passado por lá e tinha deixado a povoação muito mal-tratada.
E eis que vos deixo uma imagem de um barranco que encheu nesses 15 minutos. E nós, simples seres humanos, ainda tentamos muitas vezes fazer frente à força da natureza! Só mesmo nós...
























